Promoveu a Escola Professor Carlos Teixeira a Semana da Leitura que decorreu entre 18 e 22 de março. Como intuito de estimular o gosto pelos livros e pela leitura, a iniciativa visou consciencializar para a importância de que se revestem, na melhoria da aprendizagem que extravasa para além do Português a todas as disciplinas. Numa máxima que sem dúvida poderemos considerar: melhor leitura, melhor compreensão, melhores resultados! E fê-lo de forma louvável.
Convidou a comunidade a colaborar, aproximando escola e crianças a pais, avós e outros familiares que foram pelos alunos solicitados a participar, através da leitura presencial nas salas de aula de uma história ou conto à sua escolha, estabelecendo assim aprazível sinergia escola/família num contributo que se tornou muito enriquecedor para ambos.
Dos intervenientes que se deslocaram à escola, alguns pela primeira vez, tiveram a oportunidade de conhecer o estabelecimento, professores e auxiliares bem como toda a restante formação que a integra e providencia o seu pleno funcionamento. Para muitos foi quase como que até um regresso ao passado uma oportunidade única de vivenciar e recordar seu tempo de escola… que BOM!
O entusiasmo preencheu a sala, o convívio apraz-me dizer, foi agradável e todos saímos mais felizes. São momentos únicos como estes que fortalecem a partilha e atitude configurada por gerações diferentes, são momentos que ficam e perduram na mente de todos os que participam… é uma experiência simplesmente extraordinária, bem hajam!
“Eu gosto da capa” dizia o João, “o Peter Pan é amigo do lobo?”, perguntava-me a Maria, “como é que um livro pode ser um sonho?” indagavam com entusiasmo os dois mais recatados meninos, parceiros de secretária, o importante é o conteúdo e o mundo para onde nos transporta, digo eu. E assim, cada um a seu jeito, sem se aperceber, interagia espontaneamente. Foi bonito, foi muito bonito!
Da minha parte cheguei um bocadinho relutante e ansioso, quase me tremiam as pernas…, com receio que algo corresse menos bem, mas rapidamente tudo se desvaneceu. A envolvência e alegria contagiante das crianças dissipou todo o nervosismo e valeu a pena, valeu mesmo! ... Pena foi, que de repente, quando a vontade de ficar me preenchia, … como que despertasse de um sonho lindo, já tinha de vir embora…, outro alguém, outra história tinha para contar.
Fafe, 21 de março de 2024
Alberto Miguelote

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